segunda-feira, 30 de novembro de 2015
domingo, 29 de novembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
domingo com kafka
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| Gregor Samsa |
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| Quando certa manhã... |
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| Pós-corpo |
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| Pedacinho da exposição |
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| Maricy Montenegro |
Algumas fotos da nossa visita à exposição sobre a Metamorfose, do Kafka, na Casa das Rosas neste domingo. Depois lemos a famosa parábola da lei, dentro do livro O processo, que rendeu uma bela discussão. Marcos Gomes, artista orientador de Literatura da Biblioteca Érico Veríssimo esteve com a gente.
sábado, 21 de novembro de 2015
De Samira para a Biblioteca Nuto Sant'Anna
Instruções de como olhar as árvores através de uma janela
Quando precisar encontrar um pouco de paz, ou quando precisar desestressar e acalmar o coração, vá a uma biblioteca. Mas tome cuidado, pois não pode ser qualquer uma. Escolha aquela que seja rodeada de árvores. Encontre um banco, ou uma cadeira. Se for do lado de fora, tudo bem. Se for no interior da biblioteca, encontre um assento perto da janela. Mas você me pergunta o porquê de ser em uma biblioteca. Pois bem. Nela há silêncio. Ele e a natureza são a melhor combinação. Depois de se sentar, observe pela janela as árvores. Não se assuste caso alguma folha caia, é normal, o vento as joga longe... Permaneça o tempo que for preciso e quando se sentir preparado, vá para casa, revigorado.
Samira Esteter
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Se a função do sistema é calar, resista!
Se na febre tua mão quer criar, resista!
Essa causa merece atenção, resista!
Feito um grito de libertação, resista!
Contra o domínio em cruéis invasões
Contra os acordo de más intenções
Contra a semente da dor em nosso chão
Resistir: educar, ensinar, conduzir
É plantar, reformar, dividir
É com amor construir uma nação.
Anderson Oliveira
Se na febre tua mão quer criar, resista!
Essa causa merece atenção, resista!
Feito um grito de libertação, resista!
Contra o domínio em cruéis invasões
Contra os acordo de más intenções
Contra a semente da dor em nosso chão
Resistir: educar, ensinar, conduzir
É plantar, reformar, dividir
É com amor construir uma nação.
Anderson Oliveira
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Instruções para sonhar
Busque um conforto angelical que te deixe sem nenhuma culpa, sem nenhuma preocupação. Em seguida, mentalize suas proezas e suas satisfações. Ao chegar lá, ouça a música e as palavras com gosto. Ria o que tiver que rir, chore o que tiver que chorar, enfureça-se com o que tiver que se enfurecer, ame o que tiver que amar. Em seguida, corra, corra muito para saltar alto e mergulhar profundamente em suas emoções. Ao sair, vá direto e pegue o caminho que te levará a piscar o olho. Em um instante você vai estar em outro lugar, que pode ser sombrio, mas vai passar. Quando estiver curtindo, deixe-se levar para o instante de despertar e, sem pressa, o seu olho se abrirá. Pare então por um instante e respire, levante devagar; volte a mentalizar o que passou, o que viveu e dê um sorriso para quando chegar a noite novamente.
Anderson Oliveira
Instruções para olhar a lua
Ache um lugar com um bom gramado, verdinho e seco. Deite-se com os olhos fechados, depois de garantir que não há formigas. Quando se sentir seguro abra-os e olhe para ela. Redonda e grande. Lá estará ela, a lua. O resto é fácil: apenas fique lá, calmamente e com a alma em paz, sem pensar em nada. Apenas observando. Quando se sentir só, já sabe para onde ir. Ela sempre estará lá, para te fazer companhia. Caso ela não seja encontrada, saiba: há pequenos pontos brilhantes que podem ser olhados, chamados estrelas.
Samira Esteter
viagem ao destino
Jogo a mochila
no porta malas. Entro no carro e bato a porta com a gentileza nada
sútil que tenho. Só queiro ir embora. Ligo a música o mais alto
possível, a trilha sonora da viagem é The Fray. O carro em alta
velocidade me levando para nem eu sei aonde. Qualquer lugar está ótimo.
Mais alguns kilometros rodados. Um posto de gasolina, melhor parar e ver
onde estou. Entro na loja de conveniência.
Meu passado estava diante de mim. Quanto tempo, que surpresa! Por que
ele quer saber aonde estou indo? Não há rumo, como explicar?
Envergonhada, penso e respondo rapidamente que estou viajando sem saber
para onde.
Ele sorri. Diz que está fazendo o mesmo e que sentiu saudade.
Coincidência? Com o ar zombador de sempre me olha e diz, calmamente
''volte a planejar seu destino comigo''. E é assim que continuou, aliás,
que começou o nosso destino.
Samira Esteter
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Primeiro verifique se todos os seus hábitos estão no lugar. Aonde você foi ontem, aonde vai hoje, se você passará nos mesmos lugares. Em seguida, verifique se aqueles mesmos pensamentos positivos estão com você e se você está com as mesmas palavras de apoio, conforto e sabedoria para oferecer aos outros. Por último, observe se não esqueceu de alimentar o seu cachorro, de ligar para sua mãe e de saldá-la, de dizer eu te amo para alguém, de encontrar seus amigos e se divertir. De estender a mão a uma outra pessoa que precisar. Caso isso tudo não estiver com você, volte para casa, sente-se no sofá e veja onde você se perdeu de você.
Anderson Oliveira
Encontre a biblioteca mais próxima, escolha um destino do seu interesse, se direcione para o caixa e compre a passagem. Volte para sua casa e ache o seu assento. Se acomode nele e, então, comece a viagem. Você encontrará os mais diversos tipos de pessoas e culturas. Conhecerá dezenas e centenas de lugares. Se emocionará equanto se aprofunda nas histórias daquele lugar. E ela contém diversas cidades. Os monumentos são bem feitos e pensados. É proibido desembarcar no meio da viagem. Tome um café e continue. Não há como voltar para casa agora. Quando chegar ao final de sua hospedagem, irá adorar tudo o que conheceu, eu garanto.
Samira Esteter
terça-feira, 10 de novembro de 2015
O
vestido branco
O grande desastre
As horas estavam passando e os dois continuavam entretidos naquele
encontro, sem se preocupar em voltar para o ambiente da festa. Havia uma
brincadeira que costumavam brincar apostando que era uma espécie de esconde e
esconde e pega- pega. Havia entre os dois uma competição quase infantil para
executar aquela brincadeira e Raphael se sentia mais inteligente para realizar aquela
tarefa de achar o outro como se fosse um grande detetive. Então ele combinava
com Marcelly de ela se esconder primeiro e ele sair caçando ela depois. E para
acrescentar graça àquele jogo lúdico, ela costumava fazer sons para tentar
confundi-lo naquela caça. Então o desastre aconteceu: Raphael, que se julgava o
grande detetive, estava demorando encontrar Marcelly. Não se sabia se era por auto
confiança demasiada, ou por dificuldade mesmo. O fato é que os dois se
divertiam muito, mas Raphael, sem saber, estava se aproximando do lugar onde Marcelly estava se escondendo. percebendo isso, ela
planejou ludibriá-lo mais uma vez. Ela o via se aproximar aos poucos e olhou de
um lado para o outro, procurando um novo lugar para se esconder. Sua tática se
baseava nisso: correr de um lado para o outro para confundi-lo ainda mais, e até
mesmo tirar os sapatos e correr em passos suaves naquele jardim e naquele
momento se esquecia de se preocupar com toda questão de elegância. Viu então uma arvore muito grande de um tronco
enorme e um perfeito esconderijo para mais uma vez ludibriar o seu primo. Tão
empolgada estava que ela não percebeu o quanto estava úmido o gramado e que atrás
daquela árvore havia uma poça e, quando percebeu, já estava escorregando e
caindo nela e molhando todo o seu lindo vestido branco cor de nuvens.
O choque
O Ambiente daquela festa reunião de família estava animado. Alguns
rindo, outros dançando, bebendo uma
gostosa taça de champanhe. Wilson Trever Já ensaiava em fazer um discurso
batendo com uma pequena colher em uma taça para chamar a atenção dos
convidados. Quando consegui a atenção que queria e já dizendo, “muito bem”, se
virou para colocar a mesa, a colher e a taça que estava na mão. Ao se virar de
novo para o público, ficou muito impressionado com o silêncio que todos faziam,
mas não entendeu o do porquê de todos estarem olhando para a porta do salão.
foi quando ele mesmo se assustou com aquela visão.
Eles estavam lá, os
dois, o rapaz e moça, Raphael e Marcelly. Não sabiam como encarar aquele público.
Marcelly olhava todos com um semblante carregado de raiva e, ao mesmo tempo,
calada. Seu cabelo estava todo molhado, seu vestido, que era branco, ficou com
cores marrom e preta de sujeira. seus pés estavam sujos também. O silêncio só
foi quebrado pelo berro que Alzira Albuquerque deu:
____ Marcelly, o que significa isso? Como você pode fazer isso com um
dos seus lindos vestidos, filha? Que situação deplorável. Eu só queria saber de
uma coisa, aonde esta o seu pai essa hora?
____ Para essa pergunta, mamãe, a resposta é obvia: ele se importa mais
com aqueles pacientes da ala de U.T.I do que com a gente.
Anderson Oliveira
domingo, 8 de novembro de 2015
A invertida
Ele saiu tão confiante enquanto repassava pela milésima vez em sua cabeça o que iria dizer ao seu chefe. Carregava embaixo do braço sua pasta com a mais nova invenção. Era hoje o dia de sua vida, o chefe iria elevar de cargo o funcionário que apresentasse a melhor proposta.
Ele saiu tão confiante enquanto repassava pela milésima vez em sua cabeça o que iria dizer ao seu chefe. Carregava embaixo do braço sua pasta com a mais nova invenção. Era hoje o dia de sua vida, o chefe iria elevar de cargo o funcionário que apresentasse a melhor proposta.
Chegou
apressado, não queria se atrasar, logo que passou pela porta percebeu
que havia algo errado. Todos estavam com a cara fechada. Curioso, parou
perto de seu amigo:
- O que houve aqui?
- Você não soube ?
- O que?
- Não recebeu a mensagem ontem à noite ?
- Estava ocupado, não vi nada.
- Ele faleceu.
- Ele quem?
- Marcelo, nosso chefe.
- É mentira, né?
- Não, o velório será daqui a pouco, por isso a maioria dos funcionários está saindo.
Ele se calou, e junto de seu amigo seguiu para o velório, inconformado.
- Mas e o cargo ? Ele iria revelar hoje depois das apresentações quem ganharia.
- Como pode pensar nisso agora?
- Ora, me preparei à noite toda na tentativa de fazer a melhor apresentação.
Furioso
ao lado do caixão, ele pensava ''não era para esse cara morrer logo
hoje! Preciso apresentar meu projeto'' e aproveitando o momento em que
ninguém estava perto, se aproximou um pouco mais e começou, ali mesmo, a
falar sobre seu projeto.
Ao terminar se sentiu tão orgulhoso
por sua genial ideia que uma pequena lágrima escorreu de seus olhos.
Foi se afastando do defunto e viu seu amigo o encarando fixamente.
- Não sabia que você gostava tanto do nosso chefe!
- Eu ? Porque está falando isso?
- Não tente me enganar, vi seus olhos marejados enquanto estava ao lado do caixão.
- Ah! É disso que está falando?
E compreendendo a situação começou a rir do pensamento de seu amigo.
Samira Esteter
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